domingo, 22 de novembro de 2015

Por Marcely Pieroni Gastaldi

Você tem duas opções: direcionar os próximos passos ou virar escrava do medo que sente. Pode cruzar os braços diante da vida ou pode fazer das dificuldades um ótimo motivo para se fortalecer. Resmungar não muda o enredo parado, não soluciona o problema pendente, não traz calmaria para o coração inquieto. São as pequenas atitudes que edificam e nos sacodem diante da vida. É no agir que as histórias são transformadas e os percalços são superados. Não adianta amolecer diante dos nãos, ou praguejar quando os desencontros assombrarem as expectativas que rolaram ralo abaixo, é preciso arrancar um sorriso da cartola e confiar que nenhum tropeço ou erro cometido foi em vão. Quando fixamos uma ideia na cabeça temos o péssimo hábito de esquecer o mundo que nos cerca e é justamente nessa hora que temos nossas prioridades reviradas, precisamos lembrar o que nos faz bem e o que nos mantém de pé.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Quantas vezes disse algo e se arrependeu?........Por: Daniele Denardi

Quantas vezes você disse algo que não queria dizer? E só depois percebeu que era tarde de mais, pois já tinha falado.

Na nossa vida é assim mesmo, não tem como voltar atrás depois de uma palavra dita. Muitas vezes brigamos com outras pessoas e não sabemos o que ocasionou aquela briga. Uma simples palavra tem muito poder, e não tem como ser apagada, amenizada, o que foi dito está dito e pronto. Por isso que muitas vezes brigamos e nos arrependemos de ter dito algo que ocasionou aquela briga. Nossa vida é como um livro sim, onde nós mesmos escrevemos nossa história, só que com um detalhe, quando falamos algo que não devia, não tem como apagar aquilo e escrever de novo. Podemos sim tentar contornar a situação que foi ocasionada com a palavra dita, mas apagar o que disse não.

Já ouviu um ditado que diz que uma palavra dói mais do que um tapa? E dói mesmo. Muitas vezes quando alguém nos ofende com palavras você revida e ofende mais ainda. Eu sempre falo que quem fala o que não deve, ouve o que não quer.

Eu já passei por uma situação na vida que o que eu falei foi motivo para uma briga muito grande, mas tão grande que eu queria estar sonhando. E sabe o que é pior? O pior é que não falei nenhuma mentira, só que era uma verdade que não precisava ser dita. Na nossa vida é assim, temos que cuidar com nossas palavras. Elas têm um poder inexplicável. E se não está afim de brigar por qualquer coisa, pense antes de falar. Pois muitas vezes falamos mesmo sem pensar, e falamos coisas desnecessárias. Isso mesmo coisas que não são necessárias para nossa felicidade. Cuide com suas palavras, lembre-se do poder que elas têm, seja mais cauteloso e viva uma vida feliz.

Pare para pensar, quando você briga com seu namorado e alguém te pergunta o por que brigaram, você inventa uma desculpa qualquer. Por exemplo: “Não estava dando certo”, “não combinamos”, “Ele não me entende”. E você sabe porque? É porque se você contar o que realmente aconteceu nem você vai acreditar que brigou realmente por aquele motivo. Como não deu certo? Deu certo sim, durante todo o tempo que ficaram juntos, seja seus 6 meses ou 1 ano ou mais, o tempo que durou só durou porque deu certo, porque combinam em algo, porque um entendia o outro. Mas acabou, foi isso que aconteceu, poderia ter continuado se não fosse aquela briga boba? Sim poderia, mas quem sabe, era pra ser assim.

Lembre-se que as brigas podem ser evitadas, basta você evitá-las. Mas você deve estar com alguém que te faz sorrir, que te faz feliz, se não está mais sorrindo e está arrumando motivos para brigar, é porque não está mais feliz com essa pessoa.


domingo, 12 de julho de 2015

Chico Xavier

Adoro este texto ...

CHICO XAVIER costumava ter em cima de sua cama uma placa escrita: “Isso também vai passar!” Então perguntaram a ele o porquê disso… Ele disse que era para quando estivesse passando por momentos ruins, se lembrar de que eles iriam embora, que iriam passar, e que ele estava vivendo isso por algum motivo. Mas essa placa também era para lembrá-lo de que quando estivesse muito feliz, não deveria deixar tudo para trás e se deixar levar, porque esses momentos também iriam passar e momentos difíceis viriam novamente. É exatamente disso que a vida é feita, momentos. Momentos que temos que passar, sendo bons ou não, para o nosso próprio aprendizado.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Barão Vermelho MTV ao vivo - O Nosso Mundo

__ Fabíola Simões __ Do texto "Quem ama oferece chaves":

Houve um tempo em minha vida que tinha um prazer surreal de me fixar em portas trancadas. Dava muito murro em ponta de faca e chorava escondido como a mocinha que "se perdeu olhando o sol se pôr...".
Mas a gente amadurece. E aprende a gostar daquilo que tem qualidade...
Não existe final romântico em "morrer de amor". Porque amor não mata, não destrói, não nos torna tristes ou piores_ piores para nós mesmos.
Amor é quando você atravessa portas escancaradas, nunca "meio" abertas, "meio" trancadas, "meio" na dúvida. Quem ama oferece chaves, faz do relacionamento um templo..

terça-feira, 23 de junho de 2015

Dona Moça ... Karla Tabalipa

Esquece essa gente pequena, dona moça. Não é todo mundo que guarda no peito, um baú feito o seu, cheio de inspiração, flores, cores e delicadezas. Tem gente que transforma o que passou, em mágoa. Feliz é você, dona moça, que pega o que restou do passado e transforma em poesia."

domingo, 21 de junho de 2015

Bem assim

(Gustavo Lacombe)

"Tô indo embora hoje. Dando adeus pra mim, pros meus medos e pra tudo que eu receio. E não é que eu não tema mais nada, só não posso continuar amarrado pra sempre. Então, tô aqui me declarando e fugindo dessa versão burra de mim. Abre a porta: minha fuga só termina na sua Vida. Bato aí de mala e cuia, desejo e sonho, loucura e vontade. Já não posso mais levar meus sentimentos para morrerem à margem de toda a ilha de pavor em viver tudo isso. Por fim - e até que enfim, entendi que é preciso coragem para se deixar abraçar e sentir os pés descolarem o chão. E se eu for considerar o tanto que me você me faz voar, pode largar a porta trancada mesmo. Abre a janela. Eu tô fugindo pra tua Vida, repito. Quantas vezes, nesse cafés, bares e afins espalhados pelo Mundo, eu já não travei meus pensamentos ao ver teu sorriso brotar em minhas memórias? E, pior, quantas vezes, lado a lado contigo, fingi e escondi toda a gritaria que você me causa? Perdi a conta. Eu, bobo, querendo me deixar iluminar por ti como uma árvore de Natal, apagava nosso brilho. Não dá mais. Tô indo embora desse lugar que atravanca meu riso e te mantém longe de mim. Sei onde quero chegar e pode escancarar a porta, a janela, o abraço e o coração. Tô chegando, finalmente, pra ficar."

sábado, 20 de junho de 2015

Encerrando ciclos – Por Paulo Coelho

Sempre é preciso saber:
quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela
mais do que o tempo necessário,
perdemos a alegria
e o sentido
das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos,
fechando portas,
terminando capítulos,
não importa o nome que damos.
O que importa é deixar no passado
os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho?
Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada
desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo
se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesmo
que não dará mais um passo
enquanto não entender as razões
que levaram certas coisas,
que eram tão importantes e sólidas em sua vida,
serem subitamente transformadas em pó.

Mas atitude
será um desgaste imenso para todos:
seus pais, seu marido ou sua esposa,
seus amigos, seus filhos, sua irmã…
Todos estarão encerrando capítulos,
virando a folha,
seguindo adiante,
e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo…
no presente e no passado,
nem mesmo quando tentamos
entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará:
não podemos ser eternamente meninos,
adolescentes tardios,
filhos que se sentem culpados
ou rancorosos com os pais,
amantes que revivem
noite e dia
uma ligação com quem já foi embora
e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam
e o melhor que fazemos
é deixar que elas realmente possam ir embora.

Por isso é tão importante
(por mais doloroso que seja!)
destruir recordações,
mudar de casa,
dar muitas coisas para orfanatos,
vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível.
é uma manifestação do mundo invisível,
do que está acontecendo em nosso coração
e o desfazer-se de certas lembranças
significa também abrir espaço
para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora.
Soltar.
Desprender-se.
Ninguém está jogando
nesta vida com cartas marcadas.
Portanto, às vezes ganhamos e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo,
não espere que reconheçam seu esforço,
que descubram seu gênio,
que entendam seu amor.

Pare de ligar sua televisão emocional
e assistir sempre ao mesmo programa,
que mostra como você sofreu com determinada perda:
isso o estará apenas envenenando
e nada mais.

Não há nada mais perigoso.
que rompimentos amorosos que não são aceitos,
promessas de emprego
que não têm data marcada para começar,
decisões que sempre são adiadas
em nome do “momento ideal”.

Antes de começar um capítulo novo.
é preciso terminar o antigo:
diga a si mesmo que o que passou,
jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época…
em que podia viver sem aquilo,
sem aquela pessoa…
Nada é insubstituível,
um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio,
pode mesmo ser difícil,
mas é muito importante.

Encerrando ciclos.
Não por causa do orgulho,
por incapacidade, ou por soberba.
Mas porque simplesmente
aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta,
mude o disco,
limpe a casa,
sacuda a poeira.

Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é…

Se for amor, amém. Se for tesão, também..... Escrito por Jocê Rodrigues

Beijo na mão, tapa na cara, andar de mãos dadas, puxão de cabelo, beijo na testa, palavrão, apelido carinhoso, mordida na boca, na língua, no ombro… Assim poderíamos resumir toda boa relação. Não, esse não é o momento de confundir tesão com sexismo e me acusar de ser um ogro e vir com todo aquele papo chato para o qual não tenho a menor paciência. Ao invés disso, venha cá, pequeno gafanhoto, pega uma cerveja, puxa uma cadeira e vamos conversar.

Nada mais idiota do que tentar polarizar a experiência afetiva. A gente trepa, a gente faz amor, a gente transa, a gente come, a gente é comido e só assim temos a possibilidade de sermos felizes pra caralho, nem que seja por um momento ou dois. Não somos menos humanos por isso, nem somos melhores ou piores, esse papinho de regrar o que se pode e o que não se pode fazer é coisa de gente que não goza. Tudo o que se passa na cama depende de 'timing', de desejo, de disposição, não de regras – e vejam só que irônico, o mesmo vale para a relação amorosa fora dela.

Eu, particularmente, acredito na nudez, acredito no corpo, o que não significa superficialidade e descaso com os sentimentos. Acredito no corpo porque é nele que os sentimentos habitam, é através dele que se manifestam.

Essa divisão entre amor e sexo é no mínimo broxante, o tipo de coisa que só intelectualzinho frustrado e zen-budista-xamã-transcendental-do-caralho-a-quatro tem prazer em fazer. Pura masturbação mental (ou metafísica, no caso do segundo tipo).

Tanta coisa pra fazer, tantas partes do corpo pra experimentar com a língua, com os dedos, com as mãos, e tem gente que ainda prefere perder tempo se preocupando em discutir o que pega bem e o que não pega do que sentir e fazer o que tem vontade. Sexo não é política, porra!

Talvez o segredo esteja em encarar cada gemido com a mesma intensidade que encaramos um elogio fofo. Sou capaz de trocar qualquer “lindinho” por uma palavra obscena sussurrada ao ouvido.

Cá entre nós, se existe um território neutro em toda essa guerra de instinto contra sentimento, esse lugar é a cama. Lá os tratados de paz são selados com suor e sêmen, com saliva e pele. É lá que se faz trégua, que alianças são feitas, que sentenças são dadas. Lá qualquer conflito se acaba quando os corpos entram em atrito.

Dois lados de uma mesma moeda, duas notas de uma mesma melodia. Em vez de ficar preocupada(o) se ele(a) só quer transar com você, quando é isso que você também quer de alguma maneira, pense que se for amor, amém; se for tesão, também. Afinal, o corpo (e o coração que está dentro dele) é de quem?

__________

sábado, 13 de junho de 2015

Damaris Ester Dalmas

"Que minha consciência possa sempre estar leve. A vida não precisa ser um jogo e eu não preciso sempre vencer alguém. Que eu possa sempre encontrar companheiros de percurso, aqueles que me ajudarão a levantar quando eu cair e aos quais sempre estenderei a mão quando precisarem. Que eu possa manter em minha vida aqueles que realmente querem o meu bem, os verdadeiros, e possa deixar pelo caminho aqueles que me desejam o mal e principalmente aqueles que fingem querer o meu bem! Que eu possa sempre ter a consciência tranquila de que venho para somar a quem cruza meu caminho, e nunca pra diminuir em nenhum sentido!"

domingo, 7 de junho de 2015

Disse o poeta Manoel de Barros: "Hoje eu desenho o cheiro das árvores"

"levo para o sono os versos do poeta, então, acordarei com cheiro da árvore inundando o quarto e com o canto de um pássaro ao pé do ouvido, me chamando para acordar, pois a manhã quer me ver e o dia quer de novo me abraçar. "

quarta-feira, 3 de junho de 2015

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Por Marcely Pieroni Gastaldi

Tenho saudade dos sorrisos que me encantaram, dos abraços que me envolveram, dos encontros que fizeram o ar sumir e as pernas tremerem. Saudade do frio na barriga ao olhar nos olhos de quem já foi especial demais para mim. Saudade que chega sem avisar, faz do coração seu abrigo e não tem pressa para ir. Saudade que chega no presente resgatando o passado que tinha tudo para ser futuro. Saudade que transborda em lágrimas, suspiros e desejos de para sempre. Saudade que faz a vida ficar mais doce, mais bonita e muito mais colorida. É aquela saudade desajeitada no amor que foi interrompido, das histórias que foram perdidas e do muito que chegou a ser quase nada. Saudade é lembrança que a vida coleciona de tudo o que fomos e tivemos coragem de ser. É capítulo que emoldura e enfeita o coração. Páginas que pingam emoções sinceras e bagunças que só a gente entende. E eu sei que a minha saudade nem o tempo leva embora.
Tem dias que acordo assim, imersa numa saudade que não se explica, que não sossega e não me deixa em paz. Uma saudade que dói, sufoca e por vezes me rasga inteira. Uma saudade ímpar de tudo que construí e de todos que por alguma razão não estão mais ao meu lado. Diferente da saudade que posso afrouxar através de uma ligação ou visita surpresa no meio da tarde. É aquela saudade que se preenche de vontades, de carinho e certeza que cada segundo valeu o joelho ralado e a distância que hoje prevalece intocável. Uma saudade que faz a vida virar poesia.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Ana Jácomo

Havia algo que tinha um cheiro inconfundível de alegria. De vida abraçada. De chuva quando beija a aridez. De lua quando é cheia e o céu diz estrelas. Um cheiro da paz risonha do encontro que é bom



                 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Um brinde a vcsssssss

Um brinde a nós que temos que aturar todos os dias pessoas vazias, porém, preenchidas de negatividade. Que parecem não entender nem sentir sentimentos. Agem sempre pensando em si mesmo, e nunca param pra pensar no próximo. Pessoas que tentam a todo custo colocar alguém pra baixo, apenas para se sentirem superiores. Que não são felizes e não deixam ninguém ser feliz. Só conseguem enxergar o lado ruim/mau das coisas, mas sempre se cegam quando o assunto é se enxergarem.

Todo Azul do Mar - Flávio Venturini & Guilherme Arantes

..

Padre Fábio de Melo

A pior coisa nessa vida, minha gente, é a gente ser olhado de um jeito antigo. É muito triste, você ter pessoas do seu lado que te olham de um jeito antigo. Por isso que cada vez mais eu me convenço que o que faz a gente se apaixonar uns pelos outros, não é o que o outro nos fala, é o jeito como o outro nos olha. Porque no jeito como o outro nos olha, há duas possibilidades, ou ele diz: "Eu já sei quem é você" ou então ele nos diz: "Eu nem imagino quem é você". No primeiro olhar, aquele que diz: "Eu sei muito bem o que você fez no verão passado!" Nesse olhar só tem condenação porque você se sente condenado por aquilo que ele sabe de você.

Por outro lado, se ele diz: "Eu nem imagino quem você é, e mesmo assim já consigo te olhar com carinho", é como se ele estivesse dando a você a oportunidade de nascer de novo, de ser tudo novo de novo. Por isso que o olhar é apaixonante sempre. Porque no olhar do outro você descobre o que ele acha de você, mesmo que ele não diga nada, mesmo que ele não fale absolutamente nada.

Por isso eu sempre digo e quero cada vez mais tomar posse disso. "Evangelizar antes de ser um gesto de dizer ao outro alguma coisa, evangelizar é um gesto de olhar antes de qualquer coisa."

Eu me recordo, uma das passagens do Evangelho que mais mexe com meu coração é aquele momento em que Madalena está pronta para ser apedrejada. Cheio de olhares antigos dizendo pra ela que ela era uma prostituta, porque todos aqueles olhares conheciam a vida de Madalena. Tinham razão de sobra pra condená-la. Mas eis que no meio de tantos olhares antigos surgiu um olhar diferente. O olhar de Jesus. Ele cravou os olhos nela e disse sem dizer uma palavra: "minha filha, o que você está fazendo aí? Você não nasceu pra essa condenação! Minha filha, hoje, se você quiser acreditar nos meus olhos, sua vida será absolutamente nova".

Deixe-se ser olhado pelos olhos de Jesus. Já que no olhar de tanta gente, há uma antiguidade que te condena, esqueça! Quando você receber um olhar de condenação, pense nos olhos de Jesus pra você; Jesus não está nem um pouquinho preocupado com o que você fez da sua vida até agora, por uma razão muito simples: ela já passou!

Deus não sobrevive de passado, Deus está interessado é naquilo que você pode fazer da sua vida hoje.

VOU GANHAR VOCÊ FRANCO LEVINE

Difícil - Franco Levine

domingo, 17 de maio de 2015

l'envie d'aimer + paroles

Natasha St pier - tu trouveras

Enrique Iglesias - El Perdedor (Pop) ft. Marco Antonio Solís

Eeeeeeeeeeeeeeeeee :)

Mais um ano de vida se passou. Mais um ano eu vivi. Vi mais 365 dias nascerem e caírem por mais 365 noites. Em cada um desses dias, eu vivi diferentes experiências. Muitos dias foram fáceis, leves e felizes, já outros dias foram pesados, complicados e até tristes. Em alguns dias me senti só, mas em boa parte deles eu tive a felicidade de ter pessoas queridas por perto.

Por mais que o meu último ano não tenha sido perfeito, por mais que em muitos momentos tenha me sentido frustrada e até infeliz, nestes últimos 365 dias, não teve um único momento que eu não fosse capaz de agradecer. O que não me fez feliz, me fez crescer, e é este crescimento que me ajuda e buscar e reconhecer a felicidade em minha vida.

Deus, eu Lhe agradeço por mais um ano de vida vivido, e Lhe peço a oportunidade de viver muitos outros anos mais. Amém!

BONNIE TYLER --- SEM LIMITES PRA SONHAR Aly 2011

sábado, 9 de maio de 2015

Marcely Pieroni Gastaldi



Ando assustada com as pessoas. Me apavora essa ideia de que tudo tem de ser imediato. Não há
espaço pra falhas, não há busca pelo acerto. Ou você segue a cartilha imposta ou corre sérios riscos de ser descartado. Sim. Pessoas e sentimentos vivem sendo banalizados. Se não é como o outro espera que seja, joga-se fora. A pressa me desespera. Não há brecha pro moldar-se. Tudo tem de vir pronto. A crueldade das pessoas me faz desacreditar dia após dia, uns fogem ao rótulo de seres humanos. São bombas prontas pra destruição em massa. Não existe limite pras atrocidades que são cometidas. Perdeu-se o respeito e a vontade de fazer um mundo melhor. Se não é possível ajudar, atrapalhar tem sido permitido. As pessoas estão vazias, arredias à solidariedade. Batem a porta pro amor. Abusam da boa fé. Se perdem no egoísmo, no vale sombrio da indiferença e alimentam com fervor o orgulho. Meu Deus tem dias que é tão difícil acreditar nas barbaridades monstruosas que são cometidas. Nessa frieza desenfreada que não calcula consequências e pouco se importa com os danos. Manter a esperança acesa tem dado trabalho. É tanto ego inflado tomando partido por disputas mesquinhas que o nós, construindo um futuro melhor está cada dia mais abafado.

The Stylistics - The Miracle (Tradução)

quinta-feira, 7 de maio de 2015

terça-feira, 5 de maio de 2015

Nora Ephron

"Fazer uma grande mudança na vida é muito assustador,
Mas, sabe o que é mais assustador? Lamentar-se."
Image result for Fazer uma grande mudança na vida é muito assustador, Mas, sabe o que é mais assustador? Lamentar-se

sábado, 2 de maio de 2015

Por Marcely Pieroni Gastaldi

A frieza das pessoas me assusta. Essa disposição em passar por cima do que sentem também. É muita praticidade e pouca emoção. Ordens são dadas a todo momento. Os limites vivem sendo ultrapassados com a mais alta arrogância e prepotência. Ninguém mais tem tempo para ouvir o que o outro tem a dizer, colocar-se no lugar de quem sofre é coisa de gente atrevida que quer aparecer, porque hoje solidariedade só tem vez diante dos holofotes, quando o ego pode ser amaciado e enaltecido. Desconfio dessa boa ação manipulada que acontece quando tem gente olhando e se recolhe toda quando os bastidores da vida não acompanha telespetador. Tudo custa muito. Julga-se demais. Não é permitido chorar ou sangrar até o peito parar de arder. Exige-se postura e cura imediata. Não somos seres humanos, somos máquinas. O piloto automático vive ligado. Pouco se observa da necessidade do outro. As prioridades são muitas e quase todas elas visam o próprio umbigo. Tão comum azedar com rispidez gestos sensatos de quem ainda acredita na construção de uma vida melhor. Colocar areia no sonho de quem se atreve a desbravar o mundo está em alta. Capas agora narram todo um conteúdo. Superfície traduz essência. Banalizaram os valores. Dia após dia vão se esquecendo nas gavetas o bom senso, o respeito, a generosidade. Especular é mais fácil do que conhecer. Falar o que não sabe, o que não sente, é rotina. A pressa tem sido gigantesca e a indiferença tem sido tratada como a cura para todos os problemas. Você finge que é feita de plástico e joga fora o que te faz doer. Você ignora o peso nos ombros e pisa em quem se dispõe a estender a mão e ofertar um abraço que conforte. Estamos no auge de pessoas e sentimentos serem compactados como itens descartáveis. Reciprocidade está extinta. A moda da vez é a utilidade que você tem pro outro crescer. Enterraram o amor em prol da amargura. Da ambição, do querer ser mais que todo mundo e ainda tem ousadia de protestar em favor de um mundo mais justo. A mudança vem de dentro pra fora. Interior podre não floresce esperança exterior..

Bora ..

Daniel Santacruz - Lento (Kizomba) (Video Official)


owwwwwwwww vontade de dançar !!!!

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Fred & Gustavo - Lendas e Mistérios

Kleo Dibah e Rafael - Se eu me entregar




Não quero mais ficar pensando em você
Eu tenho muito medo, medo de sofrer
Você me olha de um jeito que eu passo mal

To viajando a horas em sua fotografia
A noite ta passando amanhecendo o dia
Por isso estou dizendo isso não vai rolar

To te lembrando tanto você nem imagina
Já comecei a te escrever em meus versos e rimas
Por isso eu to caindo fora antes de apaixonar

Se eu me entregar eu vou chorar depois
Há muito tempo eu não me apego a um novo amor

O envolvimento vem com o tempo
E o tempo pode machucar

Se eu me entregar eu vou morrer de amor
Eu me imagino te perdendo amanhã ou depois
Sei muito bem o quanto dói um amor forte acabar
É melhor pra nós dois 

Zezé Di Camargo & Luciano - Flores em Vida



Quero o seu amor agora 
Não a saudade depois 
Seu carinho pela vida afora 
Antes que o fim pare entre nós dois 

Quero a sua companhia 
Caminhar na mesma direção 
Exceto que um certo dia 
A vida nos separe em alguma estação 

Quero flores em vida 
Seu sorriso a me iluminar 
As lágrimas de despedida 
Não estarei por perto pra enxugar 

Eu quero viver a vida 
Quero flores em vida 
Colhidas no jardim do amor (2x) 

Do nosso amor 

Quero flores em vida 
Seu sorriso a me iluminar 
As lágrimas de despedida 
Não estarei por perto pra enxugar 

Eu quero viver a vida 
Quero flores em vida 
Colhidas no jardim do amor (2x) 

Do nosso amor, do nosso amor 
Do nosso amor!

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Se dê ao respeito, menina! ... fonte Eduarda Costa .... Martha Medeiros

Se dê ao respeito, menina. Entende de uma vez por todas que o corpo é instrumento da alma. Entende que se a alma livre fala e o corpo preso se cala, a alma reprimida chora e morre um pouco. Sacia sua alma, menina. Faz as vontades dela. Aguça seus instintos e entende que ela precisa de você. Não mata sua alma de fome. Cuida dela, menina.

Para e pensa: o maquinário que reveste a alma foi minuciosamente projetado por alguém que entende muito mais de felicidade do que toda essa gente sem graça que repete regras anestéticas sobre o comportamento do corpo. Ri dessa gente ignorante, menina. Entende que quem legisla sobre o corpo não entende nada da alma. Tem piedade e diz a eles: vão cuidar das suas almas!

Entende de uma vez por todas que almas não têm sexo. Percebe que se sua alma necessita de entrega, o corpo também precisa se entregar. Não deixa as amarras do “você precisa ser difícil” cercearem a liberdade da sua alma. Sacia a sede dela. Entende que se eles julgam a alma pelo comportamento do corpo, são só um bando de desalmados. Sua alma não precisa de gente assim.

Entende que a liberdade é o bem mais precioso que sua alma possui. Não tira isso dela. Não deixa as armas do “ele não vai te dar valor” ferirem a sua alma. Nota que o valor já pertence à alma. Ninguém tira isso dela. Ela não precisa que ninguém lhe dê.

Respeita a sabedoria da alma, menina. Compreende que não existem regras mais eficazes do que aquelas ditadas pela sinestesia da alma. Só ela entende quem merece sua entrega, só ela percebe quais almas merecem conhecer a sua, só ela é capaz de guiar o seu corpo.

Se dê ao respeito, menina. Respeita as vontades da alma. Entende seu valor e não deixa essa ladainha machista paralisar o seu corpo. O corpo alimenta as vontades da alma. Se ele para, não tenha dúvidas: a alma morre.

Paula Fernandes - Não Fui Eu

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Karine Borges

Eu teria te esperado meu amor, a vida inteira se preciso fosse. Teria esperado sua confusão passar, seus outros amores passarem, seu amor chegar. Esperaria tudo, todo o tempo, se eu soubesse que era essa a sua vontade. Se eu soubesse que mesmo voando para outros lados, era pra mim que você voltaria. Mas você trilhou a ida sem deixar esperanças da volta. Você voou sem olhar para trás, sem tentar enxergar aquela que sempre quis voar contigo e que, no entanto, ficou apenas acenando, olhando o aumentar da distância. Você foi e eu fiquei. Fiquei sem saber o que fazer da ausência, das lembranças, dos dias de chuva, dos nossos encontros. Sem saber o que fazer de mim sem ti, já que levou os alicerces do meu novo mundo. O tempo passou e entendi que só posso esperar por quem me dá motivos para isso. E assim resolvi ir embora daquela história onde morei por algum tempo. afinal, algumas vezes a necessidade de partir é maior que a vontade de permanecer. Olhei para trás, derramei algumas lágrimas, mas segui adiante e é isso que importa. E de tudo ficou uma lição: uma vida inteira é muito tempo para esperar por quem decidiu ir embora.

Luan Santana - Escreve aí - (Vídeo Oficial) - "DVD Luan Santana Acústico"

sexta-feira, 10 de abril de 2015

_ Fabíola Simões _ Do texto "Quadrilha"

Acredito que na mesma vida temos a possibilidade de reencontros para a finalização de ciclos. Nem sempre os reencontros são com as mesmas pessoas. Podem ser vivências que voltam para lhe ensinar num momento em que você está mais preparado para lidar com elas.
Estar pronto pode levar algum tempo, mas você tem que aceitar essa nova chance_ quem sabe camuflada de nova dor_ para crescer.
Aquilo que foi muito duro pra você da primeira vez, que causou tanta dor que lhe fez negar pra sobreviver; aquilo que você fingiu que não aconteceu e seguiu parecendo forte; o relacionamento que te arrasou e de alguma forma lhe transformou ou criou uma blindagem; uma perda muito dura; uma traição muito grande: uma decepção sem limites; a amputação de uma parte _ física ou não; a incapacidade de se entregar, de amar; a falta de coragem de se declarar; os afetos mal resolvidos; as relações incompletas; a ausência que você causou ou nunca conseguiu superar; o perdão negado.
De repente, num dia de sol, sem muito o que fazer ou pensar, a vida promove o reencontro com sua própria história _ o caracol se abrindo_ e lhe dá novas oportunidades de lidar com aquilo que lhe foi mais duro, difícil e caro.
Coincidências não existem. Encare isso como prova de fé, de reconciliação, até justiça ou mesmo sorte. São providências _ divinas_ para fechar ciclos. Nem sempre com os mesmos atores coadjuvantes, mas certamente com você no papel principal...

Por Marcely Pieroni Gastaldi

Você liga e ele não atende. Você insiste. Manda sms, mensagem no whatsapp e nada. O silêncio ecoa. Não há resposta, ligação perdida ou convite de última hora para comer pizza e jogar conversa fora enquanto os olhares se encontram dentro de um abraço. Só há o espaço em branco, a interrogação que se responde sozinha: ele não vai te procurar. Você ainda vai tentar criar algumas infinitas possibilidades que justifiquem esse vazio, essa ausência de notícia e vai tentar se convencer que aconteceu alguma coisa só para não amargar o óbvio: ele não quer. Isso. Ele não quer. Pode ser que ele de fato não tenha tido tempo, ou que naquele momento estivesse ocupado, mas se tivesse vontade encontraria motivos para te procurar meio sem jeito para saber o que aconteceu. Ele inventaria desculpas para esbarrar com você na rua e não usaria todos os seus truques para adiar qualquer encontro casual numa fila de padaria. Se ele quisesse realmente, ele encontraria palavras para responder uma das cem mensagens que você enviou na última semana em busca de sinal de vida enquanto deixava claro que sua vida estava sem eixo por causa do desaparecimento prematuro dele. Se ele quisesse estar perto, ele estaria. Se quisesse te chamar pra sair, chamaria. Para de tentar salvar quem não quer ser salvo. Não emenda enredo para frase terminada. Descomplica. E por favor, encontra o seu amor próprio de uma vez.

Por Marcely Pieroni Gastaldi

Se colocarmos na balança a chance disso dar certo é a mesma que tem de não funcionar. A diferença está nas ações. Quanto maior a expectativa, maior será a chance de você cair de cara amargando uma decepção. Deixar acontecer é o caminho mais sensato, mas também é o caminho mais trabalhoso. Indiretamente vamos nutrindo um milhão de possibilidades e tudo costuma assustar. Ninguém quer perder tempo investindo numa história que pode não acontecer, mas em compensação não adianta buscar respostas sem ao menos arriscar o primeiro passo. Pode ser que você sofra, quebre a cara e fique a ver navios no final do dia, mas há também o risco de você finalmente dar espaço a suas vontades e quem sabe lá no fim do dia descobrir que viver não é esse bicho de sete cabeças que você insiste em pintar. As frustrações são tão possíveis quanto as pequenas alegrias que conquistamos ao trilhar um caminho novo. Esquece as idealizações malucas, as incertezas e toda a bagagem extra que te lembra constantemente que a qualquer momento tudo pode desandar e se atenta nos pequenos avanços que sua coragem tem te ensinado a dar. A vida se faz em tentativas e não em manuais de instrução.

Jason Mraz - Love Someone [Official Music Video]

Por : Marcely Pieroni Gastaldi

Compartilhar os dias de sol é fácil, quero ver segurar a sua mão quando o mundo girar depressa demais e você perder o controle. Ele nunca permanece. Enfeita algumas molduras, arranca alguns suspiros, arranha a pele e depois vai embora sem que você perceba. Conhece o seu jeito e decora os olhares debochados e cara amarrada de longe, mas não fica. Está sempre atarefado demais e a pegação só é válida se não for no pé. Tem desculpa pra tudo, e quase sempre tenta ser o melhor pra você. Embora se recuse a tomar outro rumo que não seja o seu caminho. Ele não entende o quanto que te afeta. Acha bonitinho ter alguém esperando por ele, não importa o que aconteça ou o que ele faça. Ele é bom, sabe persuadir sua razão como ninguém e ainda consegue jogar tão sujo ao ponto de inverter a situação e você sair sempre como a menina mimada que quer tudo na mão. Ele na verdade subestima sua capacidade de ir sem olhar pra trás. De colocar de uma vez por todos o ponto final e deixá-lo ali sem muitas informações e aberturas. Podar as artimanhas de Don Juan barato enquanto muda o roteiro da sua vida. Enquanto ousa experimentar um novo caminho só para variar. Você não está fugindo dele, só está evitando as ciladas viciosas que te fazem perder tempo e sorrisos com alguém que sequer descobriu o que vai ser quando crescer, porque convenhamos, ele ainda não percebeu que há tempos já alcançou a idade adulta.

Por : Marcely Pieroni Gastaldi

Que os valores estão se perdendo não é novidade, mas o que me assusta mesmo é que ainda hoje exista tanto preconceito ditando regras abusivas e absurdas por aí. A moral está quase extinta, os julgamentos a todo vapor. Apontar o dedo é tão natural que a sensação que tenho é que a qualquer momento posso estar no banco de réus por discordar de uma situação, por manter a minha opinião mesmo que ela seja contrária a uma maioria. Verbalizam tantas atrocidades, que me preocupo de verdade com o mundo que vem sendo semeado. A palavra tolerância não existe mais. Respeito dissolveu-se no tempo. Bom senso vive guardado. Ofensas são ofertadas, a hipocrisia acompanha atitudes maldosas contra aqueles que pensam, agem ou são diferentes ao modo limitado com o qual muitos vivem. Está tudo fora de controle. E as prioridades estão todas bagunçadas. Chegamos num ponto em que um beijo entre pessoas do mesmo sexo choca mais que a violência doméstica, o racismo escancarado, estupros, pedofilia, homicídios planejados friamente pela família. Um pai matar um filho ou vice versa, deixa de ser repugnante por causa de um beijo? Crianças serem abusadas deixa de ser revoltante diante das agressões que pessoas de outra cor ou etnia sofrem? A ambição em crescer a qualquer custo, que atropela quem vem pela frente deixa de ser vergonhoso mediante a corrupção? O que me choca é a banalização. A falta de respeito, a ausência de livre arbítrio, a proibição forçada de você não poder ser quem você é porque ainda há aos montes por aí desocupados e desumanos ferindo a ética, a individualidade e a identidade de pessoas que tentam viver a própria vida sem prejudicar, agredir ou desrespeitar. Que direito é esse que te foi dado, onde seu modo de ser e pensar direcionam todo o resto do mundo? Que visão mesquinha e distorcida é essa onde um gesto de carinho é bizarro e as notícias imundas que vemos diariamente nos telejornais não mancham a imagem da família brasileira? E a sujeira continua sendo empurrada pra debaixo do tapete.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

APAIXONADA? NÃO, NASCI ASSIM!...PUBLICADO EM LITERATURA POR VANESSA ROSSI

Toda vez que me perguntam se estou apaixonada, respondo que eu nasci assim. Uma maneira sútil de me esquivar de certos tipos de respostas. Mas a verdade é que eu nasci apaixonada mesmo. Dessas paixões incuráveis. Romance de Shakespeare. Não há quem cure. Tanta redundância e fixação em torno da paixão, motivo de discussões desde Platão até Nietzsche, digo que a minha paixão não recorre em torno de uma outra individualidade, mas sim da multiplicidade de pessoas, sensações, acontecimentos que a vida é capaz de promover. Sou apaixonada pela vida antes de tudo; e não entendo a paixão como um acontecimento que se dirige a alguém especifico; Estar apaixonado apenas por alguém é empobrecer o vocabulário. Paixão é algo mais amplo: Podemos ser apaixonados por uma pessoa, por mais de uma pessoa, pelos amigos, pelo trabalho, por viagens. E por tudo isso. É dessa paixão que sou acometida; dessa perceptibilidade acurada. O apaixonado é sensível; é perceptível a coisas que os apáticos não percebem.
O apaixonado vê de maneira diferente uma paisagem. Vê diferente a pessoa que lhe agrada. Até os defeitos são minimizados; As mancadas perdoadas. O apaixonado é mais feliz. Aproveito para me dirigir a uma personagem (Verdadeira paixão do filósofo Nietzsche) que foi o verdadeiro símbolo das relações e dos conflitos da mulher apaixonada na modernidade. Lou Salomé, intelectual alemã que enfatizou muito em seus escritos as questões do amor. Vale a pena pesquisar sobre sua vida e obra. A paixão pela vida e por tudo que ela pode oferecer, a transgressão, a coragem de pensar e questionar o aparentemente inquestionável; A coragem de permitir-se viver como se deseja e não como a sociedade e a moral estabelecem, são virtudes de um apaixonado. Até porque para criar a própria história é preciso acreditar nela. É preciso destruir os tabus. É preciso derrubar a opressão que a cultura patriarcal criou em torno da mulher. Lou é o modelo da luta da mulher que deseja a ligação romântica, sem no entanto perder sua própria individualidade ou ser dominada pelas impressões machistas do parceiro. É possível ser apaixonado e ser livre. A paixão não deve satisfações. É anárquica, independente. Paixão é todos os predicados possíveis, dentro de uma patologia que foge aos diagnósticos médicos. Paixão pode nos levar a atitudes incríveis. Pode também nos despersonalizar a ponto de não nos conhecermos. Termino esse texto com meu poema predileto da artista, que pra mim traduz todas as aspirações de quem transborda essa paixão, essa força dentro de nós que não se explica:
"Ouse, ouse...ouse tudo! Não tenha necessidade de nada! Não tente adequar sua vida a modelos, nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém. Acredite: a vida lhe dará poucos presentes. Se você quer uma vida, aprenda...a roubá-la! Ouse, ouse tudo! Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer. Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso: algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!"

Exatamente

Cazuza - Exagerado

Laís e Gusttavo Lima - 3 Horas da Manhã (Lyric Vídeo)

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Laís - Eu So Queria Te Amar (Corre)

De Tanto Te Querer - Jorge e Mateus

Seguindo Estrelas - Os Paralamas do Sucesso

[Marcely Pieroni Gastaldi]

A rotina não perdoa. O tempo passa tão depressa que às vezes a gente nem vê. O tique taque do relógio avisa que alguns sonhos se concretizaram e outros ainda estão sendo moldados. Você abre a janela do quarto, respira fundo e sai. Encara a jornada de trabalho, cuida da casa,dos filhos, do supermercado, do banco, do imprevisto, do empecilho, do por acaso. Você aprende a dar conta de tudo vestindo um sorriso no rosto. Quem a vê de fora não imagina o tanto de horas que passa acordada zelando pelo bem estar dos seus. Não enxerga as atribulações que você enfrenta com fé e desenvoltura. Quem te vê por aí desfilando simpatia e bom humor não faz ideia dos leões que você mata por dia. Às vezes a adrenalina pulsa e o desespero bate. A gente acolhe, abraça, cura o machucado, ouve o que o outro tem pra falar. Ousamos ensinar o primeiro passo pro outro enfim se encontrar, contamos histórias pro medo ir embora, refugiamos corações amedrontados e nas horas vagas nos abraçamos em silêncio. Pois é, quase ninguém vê que por trás dessa força e dessa coragem toda há um coração de menina que também precisa ser cuidado. Mas Deus sabe. E é por isso que Ele te abraça todas as noites antes de você dormir e te concede uma boa noite de sono para ser a mulher de fibra que você é na manhã seguinte outra vez.

[Marcely Pieroni Gastaldi]

Hoje o copo transbordou. Não teve meio termo, não deu tempo para respirar fundo e pensar num plano B. O desgaste venceu. As discussões interrompidas vieram a tona outra vez, viraram pauta enquanto os nós que arranhavam a garganta eram desfeitos. Não deu tempo pra ponderar. A balança não quis equilibrar o que era certo e o que era errado; o que era impulso ou anúncio escancarado do descontentamento que só adiava a lista de motivos que o corpo tem para apertar o PAUSE. Hoje o copo transbordou as renúncias que foram feitas e automaticamente ignoradas por quem não quis ouvir a verdade. O balde precisou ser chutado para que o abuso pudesse parar, para que as verdades não se perdessem diante da maldade construída de quem propaga a injúria ao invés de fazer algo por si próprio e sair da lama na qual se afunda.

domingo, 5 de abril de 2015

Produzida por Chico Xavier e amigos

Pai de infinita bondade, de infinita misericórdia, de infinito amor.
Hoje quero agradecer-te por tudo:
-Pela minha existência, que foi concedida para meu aprendizado espiritual.
-Pela minha família, onde tenho a oportunidade de reencontrar espíritos pelos quais estou unido pelos laços do amor e também para resgatar pelos mesmos laços, os meus erros de outras existências.
-Pelos amigos que me amam e me apoiam e também pelos inimigos que me dão preciosas lições.
-Pela saúde física que tenho e também pela doença eventual, que me lembra a valorizar e cuidar do meu corpo físico.
-Pela minha saúde mental e por estar aprendendo a vigiar meus pensamentos, agora que já sei que espírito e corpo interagem o tempo todo.
-Pelos momentos felizes, que fazem sentir-me tão especial e também pelos momentos críticos em minha vida, onde reavalio meus conceitos e sempre busco a evolução.
-Pela caridade que eu possa fazer ao próximo, sem a menor intenção de enaltecer-me e sim enaltecer o Teu nome, Pai, pois que és a fonte de todo o amor.
-Por um dia o Senhor ter me criado e, em Tua infinita sabedoria e justiça, ter dotado-me do livre arbítrio, a fim de que eu buscasse, por mim mesmo, o meu caminho evolutivo.
-Por tudo enfim, Pai, que sempre tens feito por mim, através do Teu infinito amor a todas as obras da Tua criação, muito obrigado!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Por .. Marcely Pieroni Gastaldi

Os pensamentos estão dando órbitas colocando o meu juízo no chinelo. Não consigo me concentrar em uma tarefa que seja. Estou desatenta. Nada me cativa. De um lado pro outro, já vi o céu de brigadeiro ficar cinza e o meu humor acompanhou a mudança. Estou quieta no meu canto, lendo apressadamente as linhas que escrevi nos últimos dias para ver se pego alguma pista misteriosa que explique com clareza esse alto e baixo emocional que estou enfrentando. Quero colo e cobertor. Se possível uma mão para segurar enquanto a outra bagunça o meu cabelo em cafunés desmedidos. Se não for abusar demais, um olhar compreensivo que me convença de que minha loucura é apenas momentânea ia ajudar bem. Preciso de refúgio com bula. Aqueles que acolhem, consertam e ainda fazem a gente enfrentar de frente os fantasmas que se amontoam na bolsa de mão. Ando com preguiça de viver a fossa. De chorar até os olhos ficarem inchados e as bochechas vermelhas. Chorar enquanto as frases ficam desconexas em meios aos soluços que são emitidos no ar. Chorar enquanto o peito finalmente se abre diante das dores e cicatrizes que não tem dado conta de remediar.

terça-feira, 31 de março de 2015

Thomas Merton, em "Homem Algum é uma Ilha"

No fim das contas, o problema da sinceridade é um problema de amor. Sincero não é tanto o homem que vê a verdade e a manifesta tal qual a vê, mas o que lhe tem um puro amor. Mas, a verdade é mais do que uma abstração. Ela vive, e incorpora-se aos homens e às coisas, que são reais. Assim, não se deve procurar o segredo da sinceridade num amor filosófico da verdade abstrata, mas num amor por pessoa e coisas concretas, um amor de Deus, aprendido na realidade ambiente.
É difícil exprimir em palavras a importância dessa noção. O problema fundamental do nosso tempo não é falta de conhecimento, mas falta de amor. Se os homens simplesmente se amassem entre si, não teriam dificuldade em confiar-se reciprocamente, e em partilhar uns com os outros a verdade. Se todos tivessem caridade, achariam a Deus facilmente. "Pois a caridade é de Deus e quem quer que ama nasce de Deus e conhece a Deus" (I Jo, 4,7).
Se os homens não amam, é porque aprenderam, na sua mais remota infância, que não eram amados. A duplicidade e o cinismo do nosso tempo pertence a uma geração que é bem consciente, desde o berço, de não ser desejada por seus pais

sexta-feira, 27 de março de 2015

Marcely Pieroni Gastaldi

Vontade nula de seguir protocolos. Sem contar a facilidade que eu tenho de intensificar demais as coisas e acabar dificultando tudo por pura estratégia de sobrevivência ao acaso que ultimamente só me coloca em ciladas. Eu nunca fecho a porta da minha vida. Embora muitas pessoas não enxerguem dessa forma. Não crio labirintos ou me escondo no alto de uma torre, ao contrário, estou sempre de all star branco com o jeans desbotado e o cabelo preso num coque rápido enquanto o óculos justifica o olhar mais sério. Sou acessível as pessoas. Não me escondo em fantasias nem visto máscaras. Não me obrigo a fingir enredo para despistar os meus finais nada felizes ou as cicatrizes que ainda arranham o meu coração. Sou uma sobrevivente de fiascos e expectativas naufragadas que agora pisa no freio e ao mesmo tempo no acelerador quando tem vontade de ousar. Sou permissiva aos erros, mas me proíbo de errar duas vezes no mesmo personagem. Histórias que se embolam nunca desenrolam de forma satisfatória e estou numa fase de descomplicação. Posso até estar mais chata que o normal e mais observadora, mas chega um momento na vida da gente que não se pode mais tapar o sol com a peneira. É você por você mesmo e isso de certa forma equilibra tudo o que já deu errado. Não são os manuais que nos fazem amadurecer, são as tentativas erradas que nos forçam a crescer.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Marcely Pieroni Gastaldi

Eu tenho me sentido boba. Parece que nada do que aprendi valeu pra alguma coisa. Eu tenho errado feio comigo. Tenho exigido um equilíbrio que só me faz ser fria e indiferente com as emoções que carrego comigo. Tenho sido injusta com o coração que teima em se enganar com sorrisos e rodopios constantes. Eu preciso parar. Tá doendo e eu não quero ficar colocando panos quentes. Cansei. Não sou invencível e os super poderes se foram. Até pra sorrir está difícil. Me sinto boba por não saber diferenciar o que é certo e o que é errado pra mim logo de imediato. Eu sei que isso é impossível e tenho tanto medo de deixar alguma coisa escapar que vou me permitindo viver tudo de uma vez. Como breca o coração? Como a gente direciona a vontade de sentir com a razão? Ando perdida em mim. Perdida nas escolhas que fiz. Perdida no que não pude viver. Está vendo? Eu me sinto boba por deixar a vida seguir sem espiar o próximo passo. Sem controlar os impulsos que podem me sossegar. Me sinto boba por ainda ter fé que vai ser diferente.

Marcely Pieroni Gastaldi.

Tirar um tempo pra mim envolve certa necessidade de aprofundar assuntos que tenho tentado deixar pra depois. Não estou fugindo de nada, só tenho tentado ganhar tempo para digerir o que ficou pela metade. Eu sei que o tempo não para e que a vida não perdoa, mas sou justa com o coração que também não esquece de uma hora pra outra. Tenho tentado dar tempo ao tempo e enquanto tudo isso não se resolve vou brincando de dar vida a tudo o que acredito. Há meses que tenho sido mais corajosa e mais disposta, destemida talvez. Antes eu cogitava demais o próximo passo. Não saltava sem antes ter certeza que todas as rotas estavam devidamente traçadas e eu estava amparada por um plano B, C e D se fosse o caso. Custei a entender que no improviso a vida floresce melhor e decidi tirar o pé do acelerador. O silêncio ecoa todas as verdades que a rotina abafa diante dos seus barulhos ensurdecedores. E por isso o tenho evitado. Está tudo alinhado dentro dos pensamentos, embora eu não tenha resposta pra muita coisa ainda, o necessário para colocar uma pedra e ir eu tenho. Só não estou pronta para assinar esse roteiro que arranhou o meu coração por inteiro.

sábado, 21 de março de 2015

Por Marcely Pieroni Gastaldi

Às vezes tenho vontade de lembrar que não tenho super poderes. Que o que dói em você também dói em mim. Vontade de explicar que da mesma forma que é complicado pra você, também é para mim! Não sou feita de aço e ainda não aprendi a tratar pessoas e emoções como itens descartáveis. Ainda me importo. Me preocupo e não tenho preguiça na hora de mover meio mundo para deixar isso claro. Talvez o meu erro seja esse: ter tempo demais e paciência o suficiente para ceder e me enquadrar nos moldes que estão soltos por aí.


Por Marcely Pieroni Gastaldi

Para não perder sua companhia esqueci de contar que me importava. Não mencionei também as inúmeras vezes que acordei com vontade do seu abraço ou das outras que quis parar o tempo enquanto você me olhava. Esqueci de contar que tudo ficava mais simples quando você segurava a minha mão e dizia sem parar que tudo daria certo. Não contei das vezes que fiquei sem respirar direito por estar tão perto e ao mesmo tempo tão distante de você. Esqueci de falar que inventava desculpas para poder passar mais tempo ao seu lado e que não sou tão estabanada assim com o GPS, era só uma forma sutil de te trazer pra perto. Não contei que decorei o seu perfume e que descobri o seu filme preferido e te chamei para assistir comigo para ver o seu sorriso transcender a sala enquanto eu carinhosamente encontrava desculpas para afagar os seus cabelos. Eu esqueci de contar que o grande responsável pelo frio na barriga sempre foi você. Faltou coragem e sobrou medo e na dúvida escolhi te amar em silêncio.

Crepúsculo do Outono .......... Manuel Bandeira

O crepúsculo cai, manso como uma benção.
Diz-se-á que o rio chora a prisão de seu leito...
As grandes mãos da sombra evangélicas pensam
As feridas que a vida abriu em cada peito.
O outono amarelece e despoja os lariços.
Um corvo passa e grasna, e deixa esparso no ar
O terror augural de encantos e feitiços.
As flores morrem. Toda a relva entra a murchar.
Os pinheiros porém viçam, e serão breve
Todo o verde que a vista espairecendo vejas,
Mais negros sobre a alvura unânime da neve,
Altos e espirituais como flechas de igrejas.
Um sino plange. A sua voz ritma o murmúrio
Do rio, e isso parece a voz da solidão.
E essa voz enche o vale...o horizonte purpúreo...
Consoladora como um divino perdão.
O sol fundiu a neve. A folhagem vermelha Reponta.
Apenas há, nos barrancos retortos,
Flocos, que a luz do poente extática semelha
A um rebanho infeliz de cordeirinhos mortos.
A sombra casa os sons numa grave harmonia.
E tamanha esperança e uma tão grande paz
Avultam do clarão que cinge a serrania,
Como se houvesse aurora e o mar cantando atrás.

Eduardo Costa e Chitaozinho e Xororó

sexta-feira, 20 de março de 2015

Quanto tempo dura uma paixão?........Regina Navarro Lins

Êxtase, euforia, apreensão, dias inquietos, noites insones... É raro encontrar alguém que não saiba o que é uma paixão . O envolvimento é tão forte e invasivo, que pode levar a pessoa a ignorar suas obrigações cotidianas, além de induzi-la a fazer sacrifícios e a tomar decisões radicais. Por essa razão, e por ter no ardor sexual um forte componente, ela sempre foi considerada perigosa do ponto de vista da ordem e do dever social.

Na maior parte das culturas nunca se aceitou que o casamento fosse conseqüência de um amor apaixonado, embora o amor fatal seja o mais antigo dos temas nos versos e lendas. O francês Denis de Rougemont, grande estudioso do amor no Ocidente, afirma que raramente os poetas cantam o amor feliz, harmonioso e tranqüilo. E que o romance passa a existir unicamente onde o amor é fatal, proscrito, condenado...e não como a satisfação do amor. As provas, os obstáculos, as proibições, são as condições da paixão. Afinal, paixão significa sofrimento. Por que, então, as pessoas a valorizam?

O desejo e o sofrimento fazem com que todos se sintam vivos, proporcionando um frisson, e muitas surpresas. Necessita-se do outro, não como ele é no real, mas como instrumento que torna possível viver uma paixão ardente. Somos envolvidos por um sentimento tão intenso que por ele ansiamos, apesar de nos fazer sofrer. Os apaixonados não precisam da presença do outro, mas da sua ausência. Contudo, a maioria reconhece que a paixão acaba logo. Se é assim, por que nos apaixonamos e quanto tempo, afinal, dura uma paixão?

Vários estudos já mostraram que esse violento distúrbio emocional é desencadeado por algo físico que acontece no cérebro. Talvez aí se explique por que as pessoas apaixonadas são capazes de ficar acordadas a noite inteira, conversando ou fazendo sexo. Mas existem alguns pré-requisitos: certo distanciamento e mistério são essenciais para a paixão; em geral, as pessoas não se apaixonam por alguém que conhecem bem.

Segundo uma pesquisa sobre a natureza do amor e da paixão, feita recentemente nos Estados Unidos, em que foram entrevistadas 5 mil pessoas em 37 culturas, há uma série de evidências de que essa exaltação seja criada por um coquetel de substâncias químicas cerebrais e deflagrada pelo condicionamento cultural. Os pesquisadores observaram que esse tipo de emoção não dura mais que dois anos e meio, quando a pessoa começa a voltar a um estado mental relaxado. Em meados da década de 60 a psicóloga americana Doroty Tennov já havia chegado à conclusão de que a duração média de uma paixão é de 18 meses a três anos. Suspeita-se que seu término também se deva à fisiologia cerebral; o cérebro não suportaria manter eternamente essa excitação.

Mesmo durando pouco, a paixão sempre foi sentida como uma doença da alma que, além de limitar a liberdade individual, pode levar ao assassinato ou ao suicídio. Mas a paixão está em via de extinção. As mentalidades estão mudando e a situação hoje é outra. A filósofa francesa Elizabeth Badinter acredita que agora homens e mulheres sonham com outra coisa diferente dos dilaceramentos. Se as promessas de sofrimento devem vencer os prazeres, preferimos nos desligar. Além disso, a permissividade tirou da paixão seu motor mais poderoso: a proibição. "Ao admitir que o coração não está mais fora da lei, mas acima dela, pregou-se uma peça no desejo", diz ela. Então, mesmo que ainda quiséssemos, não poderíamos mais. As condições da paixão não estão mais reunidas, tanto do ponto de vista social quanto psicológico.

Ciúmes .... Regina Navarro Lins

É muito raro encontrar alguém que não considere o ciúme como parte do amor. Há quem acredite que sem ele não existe amor. Essa é mais uma daquelas afirmações que as pessoas repetem, sem nem saber bem por quê. É de uma falta de originalidade total. Por ciúme se aceitam os mais variados tipos de violência contra o outro, sempre justificados em nome do amor, claro. O ciúme é um sentimento natural, como qualquer outro - alegria, tristeza, raiva, saudade, admiração -, entretanto, ele não pode ocupar espaço maior na vida do que qualquer outra característica da pessoa.

A visão, equivocada, que se tem do ciúme na relação amorosa se origina na forma como o adulto vive o amor, muito semelhante à relação amorosa vivida com a mãe pela criança pequena. A criança sempre se sente ameaçada de perder o amor da mãe, mas ela tem um motivo real para isso: necessita de cuidados físicos e emocionais. Sem esse amor, perde o referencial na vida e fica vulnerável à morte física. Para se garantir, deseja a mãe só para si e, então, se mostra controladora, possessiva e ciumenta. Não é difícil entender.

Porém, quando crescem, todos imaginam que se tornaram independentes. Basta, no entanto, entrar numa relação amorosa e por meio da pessoa amada se tenta resolver todas as necessidades infantis que pareciam superadas. O antigo medo infantil de ser abandonado reaparece, e em tudo se reedita o modelo de vínculo primário que se tinha com a mãe. Acrescentem-se a isso as idéias tão propaladas na nossa cultura de que o amor é a solução para todos os problemas, e o convívio amoroso a única forma de atenuar o desamparo. A pessoa amada passa a ser então imprescindível. Como se fosse natural, se aceita que o controle, a possessividade e o ciúme façam parte do amor.

Os que defendem a existência do ciúme na vida a dois fazem ressalvas apenas quanto ao exagero e a comportamentos agressivos. Mas, independente da forma que se apresente, o ciúme é sempre tirano e limitador. Não só para quem ele é dirigido, mas também para quem o sente. O desrespeito que se observa numa cena de ciúme não se limita às agressões físicas. Até uma cara emburrada durante um passeio, por exemplo, pode impedir que se viva com prazer.

E quem é o ciumento? Em regra é quem apresenta duas características fundamentais: baixa auto-estima e incapacidade de ficar bem sozinho. Quem é inseguro, não se acha possuidor de qualidades e tem uma imagem desvalorizada de si próprio, teme ser trocado por outro a qualquer momento. Para evitar isso, restringe a liberdade do parceiro e tenta controlar suas atitudes. Só quem acredita ser uma pessoa importante não sente ciúme. Sabe que ninguém vai dispensá-lo com tanta facilidade. E se tiver desenvolvido a capacidade de ficar bem sozinho, sem depender de uma relação amorosa, melhor ainda. Pode até sofrer em caso de separação, mas tem certeza de que vai continuar vivendo sem desmoronar.

Deixa, amor? .......... Silvana Cervantes

Permita que olhe dentro dos teus olhos,
Deixa-me por eles ver o mar,
As nuances do arco-íris,
O céu o mel,
Dentro da retina o inverso do mal,
O calor do verão,
Uma nova estação
O mundo, no fundo,
a calma, sua alma!
Deixa amor?

Deixa eu assim ficar por horas,
Fitando
Filmando, tua imaginação,
Tuas vontades
Deitada ao teu lado,
Depois do amor
Olhando teus olhos, sonhando,
Buscando
Bem lá no fundo, deles tuas necessidades
Todas as vontades,
As mais secretas
As que nem você mesmo sabe,
Deixa amor?
Deixa?
Depois disso, dormir ao seu lado,
Satisfeita, realizada, perfeita...
E ao acordar novamente te olhando
Imaginar que estou sonhando?
Deixa?